18 de julho de 2017

Primeiro Amor


Amor de verdade aprende-se é no primeiro amor Depois que ele se vai, se ele se vai passamos a vida dando aquilo que aprendemos a quem possa interessar a quem possa nos interessar Mudam os atores, muda o cenário e queremos repetir a mesma história, qual novelinha da tarde muito fácil de ver mas que só se repete nas tardes da TV


16 de julho de 2017

Puchero: A primeira comida típica do Uruguai


Você sabia que o Puchero foi a primeira comida típica do Uruguai, antes mesmo do famoso “Asado Uruguayo”? O Puchero é um prato tradicional em vários países, inclusive no Uruguai, e é um prato a base de carne e legumes.
O nome Puchero veio do latim e era como chamavam as panelas na época. Eram recipientes rústicos e feitos de barro. Se cozinhavam nessas panelas as carnes e os vegetais, e era a comida preferida da população.
Puchero, a comida típica do Uruguai
Além de deliciosa, é uma comida que nos dá as calorias necessárias para enfrentar o frio. Diziam que ¨pucherear¨ era comer ou alimentar bem alguém, e estar bem puchereado significava uma pessoa bem alimentada, forte, cheia de saúde.
Até os anos 60, o puchero era a comida preferida dos uruguaios para as reuniões familiares e estava presente no cardápio de vários restaurantes. Depois dessa época é que o churrasco na brasa, o famoso ¨asado¨, ganhou o primeiro posto entre comidas típicas do país.

Ingredientes do Puchero

Existem várias receitas de acordo com quem prepara e é uma ótima opção para combater o frio.
Os ingredientes típicos de um puchero, além das carnes, são as batatas, batata-doce, cebolas, abóbora, milho, cenoura, bacon e linguiça. São sempre cozinhados em uma panela grande.
Puchero, a comida típica do Uruguai
Todos esses ingredientes são cozidos, cada um no seu devido tempo, e depois são servidos com arroz ou com macarrão. O molho é a ¨salsa criolla¨, preparada com alho, pimentão verde, cebola, tomate, orégano, azeite, vinagre, sal e farinha de mandioca.
Nada melhor que uma taça de vinho Tannat, também característico do Uruguai, para acompanhar esse delicioso Puchero. 🙂




1 de julho de 2017

Você morava mesmo na Bom Sucesso ?

Se você foi moleque na boa e velha rua Bom Sucesso, no Tatuapé, e não fez
isto sentado em um pedaço de papelão lá nos barrancos à beira dos trilhos da 
Central do Brasil, então, DESCULPE..... ou você não foi moleque na Bom Sucesso
ou então sua mãe era muito brava....ha ha ha

video
 

18 de junho de 2017

Manhãs de domingo

 O silêncio das manhãs de domingo
é brincar no quintal dos avós
é música de infância
é pão molhado no café
pé descalço na terra

pular amarelinha
esperar os tios para o almoço
cheiro de molho de tomada na panela
manhã de natal com os novos brinquedos

Ah esse silêncio
vestir a roupa de missa
rezar pai nosso de joelhos
mandar beijinho pra Santa

...de sentir a brisa de outono
ou o perfume da laranjeira
de ver o pai de chinelos

é a neta da vizinha que veio
(que moça bonita, aquela !)
é pedir bença-padrinho
é ouvir os barulhinhos
da natureza na praça

Ah, essas manhãs de domingo,
sinfonia de silêncio
que brinda os sentidos

Della Monica

12 de maio de 2017

Soporífica Midia


SOPORÍFICA MIDIA
O assassino e a vítima. O corrupto, o corruptor e aquilo que foi roubado. O juiz, o promotor e o julgado. O advogado. O ministro, isto aquilo; o usurpador, recatada e o menino. O médico estuprador e a estuprada. A filha monstruosa e os pais sacrificados. Os pais monstros e a filhinha arremessada. O crack do drogado e o traque do prefeito. O jornalismo da globo, o jornalismo da veja, o jornalismo dos jornalões. E a verdade ?
Tudo vira MIDIA. Que desinforma, vira, mexe, insiste, torce e distorce, insiste... que tanto insiste... que deforma. Que faz da suposição verdade irrefutável e condenatória.
E a vida tenta seguir em frente e pára em frente à TV, para, inerme e inerte, assistir a mais um telejornal... Boaquiaberta, não de estupefação: DE SONO.
Della Monica



30 de abril de 2017

# BELCHIOR

"VIVER A DIVINA COMÉDIA HUMANA, ONDE NADA É ETERNO" (Belchior)
Hoje, peço que permitam expor a dor da perda. Uma perda que certamente não é somente minha, mas de muitos. Sem o saber, este cara me ensinou os primeiros olhares para esta LatinoAmerica, embora aqui eu já vivesse há 20 anos. Acompanhou-me (como a tantos) no toca fitas de meu fusca, quando ia para a USP.... Emocionou-me com seu sotaque cearense em com sua contestação ao que havia na MPB daquele momento..... Ainda esta semana, eu o ouvia repetidamente em meu celular, em minha caminhada..... 
Tristeza imensa porque Belchior leva a esperança de vê-lo e ouvi-lo novamente....em novas composições.
MAS MEU IRMÃO "APENAS LATINO AMERICANO"..... MEU SONHOS VOCÊ NÃO OS LEVARÁ..... E VOCÊ EMBALOU E CONTINUARÁ EMBALANDO MUITOS DELES
Della Monica

***
“Eu não faço música partidária. Eu sou a favor de um recrudescimento das qualidades individuais, diante de qualquer instituição e também da instituição política. Tem governo, eu sou contra. Tem partido, eu sou contra. Eu não quero pertencer a partido, igreja, escola, a nenhum grupo institucional. Se eu pertenço a algum é por estrita obrigação da qual eu não posso fugir. Nós, os homens desse tempo, estamos humilhados pelas injunções do poder. Eu não quero poder nenhum. O poder é corruptor. Por natureza, o poder é avarento.”
(Belchior, Revista Música, Setembro de 1979)
#BELCHIOR

28 de abril de 2017

A CIÊNCIA DO PALAVRÃO

Os xingamentos mostram a evolução da linguagem, das sociedades e, de quebra, ajudam a desvendar o cérebro

Por Pedro Burgos

Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como “filha-da -puta”, mesmo sabendo que a dita nem mãe tem.
Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões “moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.

E sai de vez em quando, na forma de palavrões. A medicina ajuda a entender isso. Veja o caso da síndrome de Tourette. Essa doença acomete pessoas que sofreram danos no gânglio basal, a parte do cérebro cuja função é manter o sistema límbico comportado. Elas passam a ter tiques nervosos o tempo todo. E, às vezes, mais do que isso. De 10 a 20% dos pacientes ficam com uma característica inusitada: não param de falar palavrão. Isso mostra que, sem o gânglio basal para tomar conta, o sistema límbico se solta todo. E os palavrões saem como se fossem tiques nervosos na forma de palavras.

Mas você não precisa ter lesão nenhuma para se descontrolar de vez em quando, claro. Como dissemos, basta tropeçar numa pedra para que ela corra o sério risco de ouvir um desaforo. Se dependesse do pensamento consciente, ninguém nunca ofenderia uma coisa inanimada. Mas o sistema límbico é burro. Burro e sincero. Justamente por não pensar, quando essa parte animal do cérebro “fala”, ela consegue traduzir certas emoções com uma intensidade inigualável. Os palavrões, por esse ponto de vista, são poesia no sentido mais profundo da palavra. Duvida?

Então pense em uma palavra forte. “Paixão”, por exemplo. Ela tem substância, sim, mas está longe de transmitir toda a carga emocional da paixão propriamente dita. Mas com um grande e gordo “puta que o pariu” a história é outra. Ele vai direto ao ponto, transmite a emoção do sistema límbico de quem fala direto para o de quem ouve. Por isso mesmo, alguns pesquisadores consideram o palavrão até mais sofisticado que a linguagem comum.

É o que pensa o psicólogo cognitivo Steven Pinker, da Universidade Harvard. Em seu livro mais recente, Stuff of Thought (“Coisas do Pensamento”, inédito em português), ele escreveu: “Mais do que qualquer outra forma de linguagem, xingar recruta nossas faculdades de expressão ao máximo: o poder de combinação da sintaxe; a força evocativa da metáfora e a carga emocional das nossas atitudes, tanto as pensadas quanto impensadas”. Traduzindo: palavrões são f*.

Tão f* que nem os usamos só para xingar. Eles expressam qualquer emoção indizível, seja ruim, seja boa. Então, se um jogador de futebol grita palavrões depois de marcar um gol, ele não o faz por ser mal-educado, mas porque só uma palavra saída direto do sistema límbico consegue transmitir o que ele está sentindo. Outra prova de eficácia é que eles estreitam nossos laços sociais. Se você xingar alguém gratuitamente e o sujeito não ficar bravo, significa que ele é seu amigo. Daí que grupos de homens adoram usar cumprimentos como “Fala, cuzão!” Isso deixa claro que todos ali são íntimos. “Perceber o xingamento como agressão ou ferramenta social depende do contexto”, disse o psicólogo Timothy Jay, da Faculdade de Artes Liberais de Massachusetts, para a revista americana New Scientist. “Num vestiário masculino, por exemplo, quem não xinga é o ‘panaca’”.



Timothy Jay sabe do que está falando. É um expert em palavrões. Ele passou as últimas 3 décadas anotando as sujeiras que ouvia em lugares públicos. Juntou mais de 10 mil ocorrências. E colocou em números cientificamente rigorosos (na medida do possível) aquilo que você já sabia: “foda” e “merda” (ou “fuck” e “shit”) correspondem à metade de todos os palavrões ditos – sem contar suas variantes.

Não é à toa. Como os palavrões nascem na parte primitiva do cérebro, quase todos versam sobre as duas coisas mais básicas da existência:

 Sexo e excrementos

Veja só. “Merda” é um palavrão mais ofensivo que “mijo”, por sua vez mais pesado que “cuspe”, que nem palavrão é. Se você fosse excretar alguma dessas coisas na rua, essa também seria a ordem de impacto nas outras pessoas – do mais para o menos chocante. Coincidência? “Não. Não é por acaso que as substâncias que mais dão nojo também sejam vetores de doenças. A reação de repulsa à palavra é o desejo de não tocar ou comer a coisa”, afirma o médico americano Val Curtis no livro Is Hygiene in Our Genes? (“A Higiene Está nos Nossos Genes?”, sem tradução para português).

Se é fácil entender por que excrescências são palavrões, não dá para dizer o mesmo sobre os termos ligados ao sexo. Afinal, sexo é bom, não? Não necessariamente. “Ele traz altos riscos, incluindo doenças, exploração, pedofilia e estupro. Esses males deixaram marcas nos nossos costumes e emoções”, diz Pinker. Foquemos em “estupro”. Pegar mulheres à força permitia que um macho fizesse dezenas, centenas de filhos, coisa que contou pontos no jogo da evolução. Já para as mulheres isso é o inferno. Então selecionar o pai é fundamental, e engravidar de alguém que a violentou, um baita prejuízo.

Daí foi natural que a expressão “foder alguém” virasse sinônimo de “fazer um grande mal”. Para entender isso melhor, complete a frase “João ___ Maria” para mostrar que eles transaram, usando apenas uma palavra. Quase todas as opções para preencher a lacuna são palavrões. Já os termos leves para relação sexual sempre carregam a preposição “com”: você pode dizer que João fez amor com Maria, dormiu com, fez sexo com, transou com… Todos os exemplos indicam que João e Maria participaram do sexo de igual para igual. Com os palavrões, a história é outra. Eles deixam claro: Maria está sempre numa posição inferior.

Note que a origem de “fodido” e seus equivalente não envolve o sexo apenas como uma ferramenta de submissão de homens contra mulheres. Mas de homens contra homens também. O estupro homossexual sempre foi, e segue sendo, uma forma eficaz de deixar claro num bando de machos quem é o chefe – a violência sexual dentro dos presídios está aí para provar. A coisa é tão arraigada que até uma palavra inocente hoje, como “coitado” ou “tadinho”, sua variante mais fofa, significa “aquele que sofreu o coito”.

Mas espera aí: como algo tão barra-pesada vira uma palavra até bonitinha? É o que vamos ver.

A vida e a morte de um palavrão

“Que se dane!”, “diabos” ou “vá para o inferno” já foi algo mais impactante. Claro: até décadas atrás não havia prognóstico pior que não ir para o céu quando morresse. Então, quando a idéia era insultar para valer, nada melhor que mandar alguém para o inferno. “A perda de eficácia das palavras tabus relacionadas à religião é uma óbvia conseqüência da secularização da cultura ocidental”, afirma Pinker.

Outra: quando “câncer” era sinônimo de morte, também não podia ser dita livremente. Nos obituários, a pessoa não morria de câncer, mas de “uma longa enfermidade”. Com os avanços no tratamento, a coisa mudou de figura, e câncer, apesar de ainda dar calafrios, virou uma palavra bem mais corriqueira. As doenças em geral, na verdade, passaram por um processo parecido. Em Romeu e Julieta, de Shakespeare, por exemplo, há uma passagem dizendo: “Que a peste invada as casas de ambos!” Uma baita ofensa no século 16, quando a peste bubônica ainda era uma ameaça na Europa. Mas agora, no mundo limpo e cheio de antibióticos que a gente conhece, o xingamento shakespeariano parece inócuo.

E também há o inverso: palavras normais que viram tabu. Em algum momento da história do português um sujeito chamou pênis de “pau”. E uma palavra originalmente “pura” enveredava para o mau caminho. Nada mais comum: hoje ninguém se lembra mais de “caralho” como sendo a cestinha que ficava no alto do mastro dos navios, ou “boceta” como uma caixa pequena e redonda. “A palavra vira tabu quando ganha um sentido simbólico”, afirma o etimólogo Deoníoso da Silva, da Universidade Estácio de Sá.

Mais uma mostra de como os palavrões flutuam com o espírito do tempo são as expressões que são tabu num lugar e não têm nada de mais em outro. Se você for a Portugal, vai ver que eles preferem cu e rabo para referirem-se às nádegas, e que coram quando alguém fala “broche” (o termo sujo para sexo oral).

Mas quem decide o que é palavrão e o que não é? “Isso depende dos mecanismos de conservação da língua, que são o ensino, os meios de comunicação e os dicionários. As palavras relacionadas a sexo que não são palavrões são quase todas da literatura científica, como pênis e ânus”, explica a lingüista Wânia de Aragão, da Universidade de Brasília. Não que isso impeça termos científicos de hoje, como “pedófilo”, de virar palavra suja um dia. A palavra “esquizofrênico”, por exemplo, nasceu na ciência, mas agora, com o aumento dos dignósticos de doenças mentais, caiu na boca do povo. E está virando xingamento.

Mas saber quais serão os palavrões do futuro é tão impossível quanto prever o futuro da tecnologia, da humanidade ou do Corinthians. O escritor e comediante inglês Douglas Adams, resumiu isso bem no clássico O Guia do Mochileiro das Galáxias. O livro diz que o palavrão mais sujo entre os habitantes dos outros planetas da Via Láctea é uma expressão bem conhecida dos terráqueos: “bélgica”.



Para saber mais
Dicionarinho de Palavrão e Correlatos
Glauco Mattoso, Record, 2005.

16 de abril de 2017

ANTAS FEMININAS QUE NÃO MERECEM NEM A LEI "MARIA DA PENHA"

 
Às vezes eu observo certos comportamentos nestas redes sociais que fica difícil admitir que o ser humano é uma evolução dos macacos. Pior ainda, quando vejo posicionamento de "mulheres" que em pleno 2017 estão a centenas de anos aquém de uma Rosa de Luxemburgo, Simone de Beauvoir, Angela Davis, Julia Kristeva,Frida Kahlo e tantas outras respeitáveis representantes do sexo feminino. 
Acabei de ser rechaçada por ter feito um comentário em página de uma amiga, onde observei uma postagem absurdamente asquerosa, nojenta e de um humor ralé estúpido. Post em que o sujeito abusou da escatologia para desejar uma "Feliz Páscoa" àquelas que lhe são "tão queridas".
Infelizmente, cometi o deslize de comentar em página alheia (página de minha amiga - não na página do infeliz que a citou). E, ainda que o tenha feito de maneira delicada e educada, bastou para que algumas das beneficiadas com os "mimos asquerosos" do sujeito corressem em sua defesa com vocabulários da agressividade mais chula e repugnante possível. Bem feito pra mim que ainda acho que todos os seres "humanos" são verdadeiramente seres humanos..... Não é bem assim !
Texto: Francisca Novello


Eu mineiro.... das Minas

 Eu mineiro....
de outras encarnações... desta intimidade quieta, meio sem jeito e dono de jeitos só permitidos a quem os entenda..... Mineiro das minas de Minas, tão lindas que só as doces canções que ecoam pelas montanhas lá em cima, em BH.... pelas vielas históricas da história mineira... pela cozinha.... pela reverência da oração que vai além da Igreja na beleza de Aleijadinho..... Eu mineiro, às vezes revivo, quietinho, sem palavras, só de lágrimas encantadas por esse encanto brejeiro que cultivo no coração
Aldo Della Monica


ELEGÂNCIA: NENHUM DINHEIRO COMPRA !

 
Jamais pense que simplicidade seja sinônimo de mau gosto ou, pior, sinônimo de grosseria.
Nestes anos todos, eu conheci gente muito simples, "humilde", inculta e até alguém que, inclusive, era analfabeta. 
Gente simples na essência da palavra que, entretanto, tinham, (SIM TINHAM E TÊM) uma elegância natural digna de dar aula a todos esses consultores de etiqueta que vivem aparecendo na "midia" com suas bobagens arrogantes e pretensiosas .....BERÇO, AMIG@...!!.. É tudo questão de berço..... ou de DNA, como queiram. É TUDO QUESTÃO DE SENSIBILIDADE !
Elegância não é pra qualquer um.
ELEGÂNCIA NÃO SE COMPRA EM GÔNDOLA DE SUPERMERCADO
Aldo Della Monica

14 de abril de 2017

1984

Hoje faz 1984 anos que assassinaram Jesus.
A estupidez humana continua a mesma neste
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO



8 de abril de 2017

O dia em que meu pai assassinou Dick

Quando cheguei, diretamente da Maternidade do Brás, onde trouxeram-me "à luz",
esperava-me  em casa um serzinho dois ou três meses mais idoso que eu... um
pretinho que, embora pequenino, já sabia latir muito bem: seu nome Dick.

- Outro dia, mostrando uma foto antiga ao lado do Dick, um garoto me falou:
Antigamente vocês tinham cada mania... imagine,  dar nome do órgão sexual
masculino a um cachorro(?)...
Muito provavelmente dar esse nome aos cãezinhos tinha a ver com o significado
original  da palavra em inglês: colega, companheiro. Mas isso é outra história.
Meu pai, que foi quem trouxe Dick para casa, certamente nada sabia de inglês e
o uso desse nome para cães deveria ser comum naqueles tempos...Bem, era Dick e
pronto -

Assim como eu, Dick foi criado solto em um quintal grande e comprido que
seguia ao lado da casa dos meus avós até o fundo. Local onde ficava uma pequena
cobertura que protegia 2 tanques de lavar roupa e um "banheirinho", que mais
tarde,  aprendi, deveria ser chamado de W.C. (que bicho é esse?).
No fundo de tudo, a edícula que tomava extensão igual a toda a frente da casa. Foi ali que
vivemos durante meus primeiros 12 anos de vida, eu, pai, mãe e irmão.
Dick sempre teve sua cantinho próprio. Uma casinha de madeira que ficava debaixo do
”coarador”  feito com telhas de zinco.

Para mim ela era apenas mais um dos familiares. O fato de já estar lá quando eu cheguei,
não permitiu que eu o visse como um cão (ou pet, como gostam de dizer hoje em
dia)
*
(banheirinho virou WC... cachorro virou Pet.. pinto virou Dick... ah essa
evolução da Língua Portuguesa)
*
Meu Pai, Dick e eu, recêm chegado

Dick, meus tios Zé Carlos e Inez, vó e vô, meus pais e irmão,  que veio dois
anos depois de mim,  éramos os moradores da casa.
Acho que não havia distinção entre nenhum de nós.
Exceto pelo angu que minha avó preparava com osso enorme trazido do açougue e
com o qual Dick se lambuzava durantes suas refeições. Aquela comida amarelinha
tinha um cheiro muito bom. Nunca me explicaram porque não me davam para
experimentar.. Enfim, com o tempo meu desejo de angu foi passando.

Certamente Dick ganhou a rua bem antes que nós.
- Era um "rueiro" - ainda ouço minha vó Maria dizendo isso.


Como todos da casa,  não me lembro de nos termos visto em situações de
 intimidade. Éramos muito recatados. Sequer me lembro de alguma vez de ter
visto o Dick fazer xixi ou cocô.
Hoje, imagino que, mui educadamente, Dick deveria fazer suas necessidades em
suas saidinhas estratégicas,  naquelas horas em que não se via nem sinal dele em
nosso trecho de rua. Aqueles seus sumiços me deixaram aflito em várias
ocasiões. Mas ele nunca deixou de voltar pra casa...

Mas teve um dia que Dick foi e não voltou !

Como você já deve saber, Dick era mais idoso que eu. Como eu já havia chegado aos meus 11 anos e alguns meses de idade, acredito que ele já havia completado seus 12. Não teve nenhuma festa de aniversário. Alías, naqueles tempos, não me lembro de festas nem no meu próprio "birthday".

E passaram a aparecer os problemas da idade avançada. Talvez o tenha visto menos ativo, deitado no jardim. Sei que papai estava lhe dando remédio. Aliás, foi  meu pai que sempre cuidou dele. Os banhos que meu velho dava nele eram muito divertidos. Eu adorava vê-lo escapando das mãos de seu lavador oficial para ficar se cachoalando e espirrando água pra todo lado.

Até então, eu nunca tinha visto a morte de um familiar. E foi por volta dos seus doze anos que o perdemos.

Eu não sei onde eu aprendi. Naqueles tempos não havia novelas e o máximo que víamos na TV do vizinho ou da casa da tia Antonia, eram desenhos animados e, quando muito, Roy Rogers ou National Kid.
Mas a verdade é que, ao ser informado da morte do meu velho amigo - confesso meio envergonhado- fui responsável por uma cena tragicômica na qual, sai em disparada para os fundos da casa, apontando para meu pai e gritando:
- Você matou ele .... Foi você que matou ele!

Ó dó. Justo meu velho, que por toda a vida amou esses pequenos companheiros...

Anos mais tarde, ao relembrar daquela triste interpretação teatral, percebi que minha canastrice jamais me levaria à carreira de ator.
A próxima cena muito real e sem interpretação, foi observar meu pai, cavando uma pequena cova no jardim da vó Maria...
A última casinha do nosso amado Dick

Aldo Della Monica

5 de abril de 2017

TROCA-TROCA...E NÓS, TONTOS, TEMOS QUE APRENDER TUDO DE NOVO......

Sabe aquelas coisas que você leva uma vida inteira tentando aprender e nunca aprende direito. Quantos pontos o professor, um dia, tirou da sua nota só por causa daquele maldito errinho.??.....Aí vem um bando de velhinhos e resolvem mudar tudo aquilo que você aprendeu ?! Pois é:
*
Um tanto quanto entediados com aquele eterno chá da tarde, com os biscoitinhos de sempre e o mesmo tabuleiro de xadrez encardido, os velhinhos da Academia resolvem mudar de brincadeira:
-  O que nós vamos fazer hoje ?!
- Ah, sei lá..... Hum.... Tive um ideia ! Vamos brincar de troca-troca. ?... A gente põe o acento aqui, tira o acento dali....ele ergue o acento.. agora ela leva o acento.
- E o hífen.... o que a gente faz com o hífen ?!
- Orra, meu, o hífen...VOCÊ PEGA O HÍFEN COLOCA ELE NO... !
- Poxa vida, colega, eu estava apenas brincando...

Aldo Della Monica