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dellamonica.com.br DELLA MONICA - SONHOS SÃO MENINOS E MENINAS  

 

cidada

 

 

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LETRA E TRADUÇÃO DE CHE SARÁ

Plantamos e ceifamos o trigo mas não comemos o pão; cultivamos a videira mas não bebemos o vinho; criamos o animal mas não comemos a carne;
Por isso deixamos nossa Pátria !
Mas é realmente uma Pátria a terra em que não se consegue viver do seu próprio trabalho ?

de um imigrante italiano anônimo do século XIX

 

 

UM ITALO CAIPIRA DO BRÁS

 

A minha itália não parla italiano. Fala um misto de veneto e piracicabano; de Salerno e Brás e Belenzinho e Tatuapé. Está na voz cantada do meu pai, brasileiro que não negava as origens do seu avô, do qual nunca me falou. Parece que ainda ouço meu querido velho me chamar: Ardo (de um L palatal italiano que os meninos do Brás adaptaram - pelo menos os meninos netos di mio bisnonno Alfonso,  falavam o L assim...

Luigi Marcato

Padova / 1884

Alfonso Della Monica

Salerno / 1853

Minha Itália é de Rita, Endrigo, Vianello, Morandi... e mais tarde do delicioso Fellini,Pasolini...

Minha Itália é da professoressa que me ensinou no Instituto da Frei Caneca. E de Darly Nicolanna Scornaienchi, a professoressa que falava de um povo italiano muito simples, durante as aulas na USP.

A minha Itália traz na memória os corredores da Igreja Cristo Rei, no Tatuapé, onde meu nonno Luigi era vicentino e minha mãe e tias, todas elas, Filhas de Maria.
Minha Itália não é Calabresa, Napolitana, Romana ou Veneta; é meia mussarela meia margherita. Minha Itália é do Bixiga. É da Moóca.
Minha Itália não tem bandeira, apenas as cores das toalhas de domingo, onde minha vó Maria e suas filhas serviam almoços barulhentos após, claro, as orações de agradecimentos de meu nonno Luigi.
A Minha Itália é a mais linda deste mundo. Como também deve ser a sua.

 UM POVO é muito maior que todas as fronteiras, que toda e qualquer bandeira. Um povo que,  tão grande, consegue viver todo ele dentro de uma verdadeira família oriunda.

Jornalista e Bibliotecário pela ECA da USP - DNA biológico e cultural dos Della Monica, Marcato, Bissi, Spisso, Manes, Novello, Aliberti, Calzavara, Simionato, Scavazza, Missieli, Ortiz e Camargo - Origens mais recentes nas provincias de Padova e Salerno

JORNAL DA TARDE - 07/12/2008

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Morre-se definitivamente quando morre
a última pessoa que se lembra de nós.
Estaremos vivos enquanto existir alguém
que evoque nosso nome
(adaptado do ideário mexicano sobre a morte)

 

 

 

 

 

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