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Brisa da tarde toca-lhe os seios

para o  desejo maiúsculo de simples desejar

doce manjar terreno inesgotável de pleno

a cada encontro

Poupa-lhe o medo ancestral, as paixões

os romances e seus romancistas.

os analistas e suas análises

Rasga-lhe as vestes. 

Vista-a com sua nudez mais contundente

Sopra o silêncio das palavras 

em seus lábios de sussurros

Brisa que vem quando o sol se vai

Atormenta-lhe as fantasias,

aquelas mais proibidas

Molda-lhe a feição com tesão e capricho

Aguça-lhe as gueixas vividas 

e aquelas desejadas

Sopra brisa, sopra

Faça dessa pele um mero objeto 

de incrível extensão

só sensação 

como se o frio fosse muito frio pra tal nudez

Torna-lhe fluidos os segredos.

Sem meias medidas

sem credos sem medos

Segredos que são

Sopra brisa, deixa a música aflorar das folhas 

que deitam no outono das calçadas

Sopra brisa,sopra. 

Que é pra ela ser feliz

Lentamente feliz

aldo della monica

 

Foto gentilmente cedida

 por  Robb Debenport

 

 

 

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