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DELLA MONICA - SONHOS SÃO MENINOS E MENINAS
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Um trabalho de Marco Antônio Mugnaini.
Introdução
Uma
pergunta sempre nos ocorre quando estudamos a nossa linha ascendente “MUGNAINI”.
Quem teria sido o tronco desse sobrenome no Brasil, isto é, quem foi o primeiro
Mugnaini que veio para o Brasil e aqui se estabeleceu definitivamente, deixando
gerações de filhos brasileiros?
Quando comecei a pesquisar sobre de onde vinha o meu sobrenome não sabia o que
ia encontrar, pois sabia somente que era de origem italiana, mas de onde? Não
sabia quem eram meus parentes, pois só tinha conhecimento de meus avós, tios e
primos por parte de meu pai Joel Mugnaini.
Em 1.994 comecei minha busca genealógica, para saber qual era a minha linhagem e
a minha ascendência. Iniciei aí a minha jornada para a char alguns de meus
parentes. Comecei, a entrar em contato com alguns nomes que pesquisei através da
lista telefônica.
Comecei a garimpar dados com parentes que eu não conhecia, e com pessoas de
mesmo sobrenome e que foram muito atenciosos, e me ajudaram a ingressar nessa
jornada em busca das minhas origens. Com eles, consegui alguns dados, e a partir
daí comecei um estudo genealógico da família Mugnaini, chamado por mim de
“RAIZES MUGNAINI”, que foi crescendo a cada dia.
Muitos “Mugnainis” são da região de Toscana (Itália), vindos através do porto de
Genova para o Brasil, em diversas datas e formando assim varias ramificações.
Temos a ramificação de Miguel (Michelli) Mugnaini, vindo da cidade de Lucca,
região de Toscana, 1.810; Alfredo (Goffredo) Mugnaini, vindo da cidade de Lucca
em 1.890; Pílade Mugnaini, que também veio da cidade de Lucca; e Dorindo
Mugnaini, que veio da cidade de La Spezia, região da Ligúria, 1.890.
Através desses dados, consegui unir parentes que não se falavam há muitos anos.
Hoje a nossa vida é muito corrida e não nos sobra tempo para pararmos e ver as
coisas belas que ela nos proporciona. Consegui com este estudo, também que os
mais jovens se interessassem por dados familiares, como a descoberta, se algum
parente eu foi alguém importante ou de destaque na história do Brasil. O bom de
tudo isso é que estou realizando uma curiosidade, de onde surgiu a ramificação
da minha família.
E a sua? Você sabe? Vamos tentar achar?!
Um abraço
Marco Antônio Mugnaini.
AOS QUE PESQUISAM COM
CARINHO.
TENHA ORGULHO DE SEUS HUMILDES ANTEPASSADOS
São as pessoas humildes que eu procuro,
O sal da terra , pôr assim dizer,
Aqueles que domaram o solo bruto,
E fizeram nele as sementes florescer.
São estes que eu gosto de encontrar,
Quando mergulhado na estrada da genealogia.
E é apenas pôr orgulho que me deixo levar,
Refazendo seus passos para assim os imortalizar.
Aqueles que buscam o passado com sonhos de glória
De encontrar heróis e ducados em cada história,
Não devem jamais se desapontar,
Ainda que descobrirem que os humildes ancestrais
Tinham somente as estrelas para contemplar.
G.McCoy
Source: The Sunny Side of Genealogy,
Compiled by Fonda D. Baselt,
Genealogical Publishing Co.,Baltimore,1988,p. |
Antes de 1815 a Itália esteve
sob o domínio francês.Em 1815,com a queda de Napoleão,a Itália consistia
de aproximadamente oito estados distintos, a maioria deles sob o controle
direto e indireto da Áustria e os que os que não estavam eram governados
por reis absolutistas.Eram províncias antigas,habitadas por vários grupos
étnicos.
A partir de 1848 toma força o Risorgimento, movimento pela unificação da
Itália,causando diversas rebeliões e revoluções.
Entre 1860 e 1870,após varias guerras e alianças (envolvendo
principalmente piemonteses, sicilianos, lombardos, franceses, austríacos,
prussianos e ingleses) as províncias foram unificadas formando o reino da
Itália.
A população da Itália,naquela época,vivia em condições da mais abjeta
pobreza e ignorância (estima-se que não mais de 12% das pessoas eram
alfabetizadas),pagava impostos sobre quase tudo e em proporções e objetos
de tributação absurdos; provavelmente por isso ainda não totalmente leal
ao novo reino,como a família,á igreja e á aldeia.
Enquanto na Itália existia pobreza e desigualdade,nos chamados paises
emergentes(EUA,Brasil,Argentina,Canadá,Austrália...)havia a necessidade de
obter mão de obra qualificada e farta (também por razões peculiares).
A emigração inclusive foi incentivada pelo próprio governo italiano,que
via assim um jeito de amenizar os seus problemas.
A Europa (mais na Itália e França) enfrentava um alongado período de
crises foi quando , em meados de 1800, começou a fuga da Europa para novas
terras em busca do sonho dourado.
A história mostra que os imigrantes procedentes de toda parte da Europa,
sofriam toda sorte de privações, inclusive quanto à alimentação e doenças.
Ao buscarmos as raízes mais próximas, por certo não vamos encontrar
nobreza titulada com direito a brasões e ducados . Se formos guiados
pela sensibilidade, no entanto, certamente encontraremos muita nobreza
de alma nessa sofrida gente, que eram na imensa maioria, pobres e
humildes , embora extremamente corajosos. |
Um
sobrenome pode em muitos casos ser definido como um distintivo próprio de uma
família que é transmitido de geração em geração. Os hebreus só utilizavam um
nome, no entanto os gregos tinham três, o nome de batismo da pessoa, o nome de
seu pai e finalmente o nome da tribo ou grupo a qual pertencia. No caso dos
romanos, o nome da tribo era o mesmo que o nome do fundador da mesma. Dito nome
era agregado ao nome da pessoa do indivíduo e era assim herdado pelas gerações
vindouras. Os dois primeiros países europeus em introduzir o sistema de
sobrenomes hereditários foram Irlanda e Itália, e em concreto a
antiga Republica de Veneza, durante o século X.
Mugnaini,
sobrenomes de origem italiana. O sobrenome é
classificado como de origem profissional, vem do italiano Mugnaio,
que significa moleiro. Moleiro vem do latim Molinariu, sendo
assim, a família Molinari tem a mesma origem na classificação do sobrenome. O
sobrenome pode indicar proprietário de moinhos ou moendeiras, ou ainda um
profissional que trabalhava em moinhos moendo os cereais, especialmente o trigo
para fazer farinha. Mugnaini seria uma variante do sobrenome do sobrenome
primitivo latino Molinaris. Inicialmente , os primeiros a
utilizar este sobrenome eram conhecidos como “ Fulano Filius Quondam Mugnaini”
ou seja “ Fulano filho do senhor Mugnaini, ou em português, do Moleiro “, já a
segunda geração, ou seja, os netos do senhor Mugnaini utilizavam a atividade do
avô como sobrenome.
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A
família é inscrita genericamente no Elenco Oficial da Nobreza Italiana com o
título de Nobre de Livorno.
Brazão de Armas :De azul com uma tesoura de prata aberta , posta em pala ,
esmagando um ferro de martelo de sua cor .
Timbre : Uma águia estendida de negro , coroada de ouro.
Origem : Itália
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Michelli Mugnaini- nasceu na
freguesia de Santo Estevão, no Ducado de Lucca (Roma – Itália) , filho de Franccesco
Mugnaini e Franccesca Mugnaini , quando chegou ao Brasil, na época era comum
traduzir os nomes de imigrantes para o português, assim Michelli Mugnaini se
tornou Miguel Mugnaini.
Morou e trabalhou sempre na capital , quando
conheceu e casou com Josephine Gabrielle Catillon , (Josefina Gabriela Catillon
) natural da Sé (Paris –França ), filha de Françoise Catillon e Joanna Catillon,
sendo que o seu casamento foi realizado no dia 23 de Novembro de 1826 na Igreja
do Rosário dos Pretos, Catedral da Sé em São Paulo conforme consta no livro de
casamento nº 2-2-31 pág. 196.

A Igreja do Rosário dos Pretos, ao fundo da rua
Imperatriz (Quinze de Novembro) no período de 1.860.
Contam nossos antepassados que nossa querida Josefina
veio junto com a Família Real , que sua mãe era modista da Rainha, e que foi a
primeira mulher a ter um Atelier comercial, situado na Rua direita em São
Paulo. Atendendo as melhores famílias paulistanas. Deste matrimonio nasceram :
Francisco Mugnaini
Gabriel Mugnaini
Julia Mugnaini
Amélia Mugnaini
Carlota Mugnaini
Bernardino Mugnaini
Josefa Mugnaini
Ernesto Mugnaini
Eduardo Mugnaini
Firmina Mugnaini
Alexandre Mugnaini
Eduardo Mugnaini
Miguel Mugnaini e Paulo Domeni tiveram uma
sociedade de uma padaria por volta de (1837), no bairro da Liberdade .
Paulo Domeni era comerciante
no Rio de Janeiro e resolveu investir no mercado paulista, pois seu compadre
Miguel era quem o convenceu a montar essa sociedade que foi desfeita em
1838,conforme consta no distrato de sociedade e ajuste final de contas,lavrado
no livro 0038, folhas 079 á 081 do primeiro Cartório de Notas de São Paulo
A partir daí Miguel se
dedicou ao comércio de farinha, para abastecer as cidades de São Paulo e Rio de
Janeiro, sendo um dos maiores distribuidores para esse ramo.
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