14 de maio de 2016

Trindade Menina

Quem deveria ter estado  naquela noite, na praia de Trindade?
Interessante os caminhos que o tempo vai nos reservando.
Colocando e tirando pessoas dos nossos caminhos.

Quem era aquela pequena estrela cadente que acompanhei pelos céus virgens da aldeia?
Silêncio de maré, dos bichinhos da noite....um ventinho gostoso de aconchego.

Não era minha estrela que deitava comigo. Apenas um nuvem que passou.
O vinho tinto, a pele quente, um beijo roubado, outro presenteado.
E minha estrela cadente já havia passado
O toque, ah o toque...as mãos

Um beijo de minuto, quando os lábios se encontram feito pluma, beijo de veludo nobre

Quase que sem se tocarem, mas se tocando como que inspirando a energia que passou pelos corações de cada um, em uma troca insaciável de alma.
Mas não era a estrela cadente que passou tão rápido no céu de Trindade
Ah, a lua, quando a lua de Trindade acende, todos os vultos comparecem em fantasias infinitas.

Precisa ter olhos cheios de tesão pra viver aquilo tudo. pra sentir aquilo tudo

E depois vem o sono tranqüilo que só dos amantes, que não tardarão a despertar para possuir novamente aquele momento da lua.

A estrelinha fixou-se ali naquele ponto do céu. Pertinho da lua.
Como que aconchegando-se, protegendo-se da brisa da noite
Viver a plenitude do encantamento é muito mais que simples encontro.
É deliciar-se no devaneio e nas lembranças. Nas esperanças e no fato.

A pele com sabor de sal, os lábios com sabor de sal.
O hálito especialmente pessoal.
Inesquecível.
O som violão
Rostos colados, toque clássico, divino. De estar juntos.

Aldo Della Monica


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