26 de março de 2016

Lá vem, Neruda, que baixa....

Tem vezes que Neruda baixa em mim.... 
mas meia boca.
toda vez que sorvo deste calor imenso 
que transborda da sua intimidade
e me faz o mais feliz dos humanos, 
com tão pouco e tão muito...
pois que mortal no infinito, 
pobrezinho na fartura....
que meus pequenos lábios o digam 
destes lábios teus
tantos lábios, 

tantos sabores, 
tantos suores, 
tantos sentires.
Que me perdoe Neruda....

nem sei se ele ainda baixa por aqui
aldo della monica 

Flor-do-beijo – Psychotria elata

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