1 de agosto de 2015

Tratado filosófico sobre o dente do Siso

Quem sou eu pra criticar o trabalho dos outros ?

Menos ainda para criticar uma obra de Deus.

Entretanto,  ao me observar (já que também sou criatura dele), eu percebí que até hoje mantenho meus 4 dentes do siso, fato que causa estranheza a muita gente que os perdeu há muito tempo.

Tudo bem.  Estranhos, mas ainda não haviam me causado nenhum problema.

Até que, noutro dia, um deles resolveu dar sinal de sua existência e pegou-me por uma noite inteira como vítima.

Torturou-me tanto o safado  que, logo na primeira hora da manhã, lá estava eu esperando meu dentista na porta de seu consultório.

Era Canal !

Anestesia, dor, mais uma anestesia, um pouco de dor..... mais uma anestesia. PEGOU !

Bem, finalmente meu doutor pôde trabalhar no sujeitinho inconveniente, mas não sem praticar ginásticas e contorcionismos incríveis para poder acessá-lo sem o risco de furar minha bochecha com a maquininha, nem  feri-la  com aquele instrumento de remoção da raiz.

Ate aí nada demais, apenas que, quase engulo minha própria orelha. Praticamente tive que abrir a boca em espacato.... (as bailarinas  de plantão sabem a que estou me referindo).

Passada aquela verdadeira sessão circense, aqui estou com meus três dentes do siso intactos e mais um deles levemente atordoado.

Mas a natural curiosidade humana colocou-me uma dúvida que não consegui sanar, apesar de a ela ter dedicado muito raciocínio:

Se aqueles 2 pares de dentes são também chamados de juizo, porque de juízo eu só consegui os dentes..?!

E outra, se tais dentes têm utilidade tão limitada, porque não vieram em forma de estepe para que, a cada vez que precisássemos extrair um dente, pudéssemos repor os mesmos com um dos sisos Zero Kilometro da reserva ?!

Aldo Della Monica

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