28 de julho de 2015

O Elvis Presley do Evangelho




Dentre todas as aberrações surgidas e praticadas em nome de Jesus Cristo desde sua crucificação, deparo-me, em uma destas madrugadas de insônia, com um auto-denominado apóstolo, o qual mereceria, sem dúvida, todos os titulos acadêmicos das escolas de comunicações e marketing.

O sujeito manipula de tal forma a crença das pessoas simples e a necessidade que esse povo tem de uma atenção mínima e, quem sabe, de alguns momentos de visibilidade ; que ele mereceria o Prêmio Nobel da Picaretagem.




Além de todas as “curas” milagrosas que o tal apóstolo reivindica exclusivamente para sua igreja – cuja exposição em rede nacional (e internacional) é feita cumprindo todas as estratégias que um brilhante camelô usa para vender dvds piratas – o empresário do evangelho, em alguns momentos, chega a requintes que só um verdadeiro Pop Star se permitiria:

Após escancarar as dores e angústias de seus fiéis seguidores que alcançaram a “cura”, o apóstolo toma uma das toalhinhas com as quais estrategicamente limpa os suores de sua pregação e a oferece ao fiel devassado, como se fora um amuleto para ser levado para casa e que iria esparramar bençãos sobre os familiares do pobre “credor”.

(Elvis Presley costumava distribuir, entre suas fãs, as toalhinhas que usava para enxugar o suor provocado pelos seus movimentos de pelvis nos shows)

Para quem não sabe, além de tudo o que já foi denunciado por seu concorrente Edir Macedo, o apóstolo já estende os tentáculos de sua ambição “evangelista” por todos os continentes, exibindo ao longo do programa televisivo os endereços de suas inúmeras “filiais” na América Latina, Europa, Africa e até nas Filipinas e no Japão.

O homem não é fraco. Muito menos pra pedir ofertas a seus pobres fiéis.

Como tantos outros pastores da mídia, usa o argumento da Obra de Deus, para pedir doações aos seus seguidores, as quais seriam destinadas a pagar os custos de espaço nas TVs além de servir como investimento para novas igrejas ao redor do mundo. A disseminação da “verdade evangélica” estaria, então, garantida.



E tudo isso beneficiado com as isenções de impostos permitidas às igrejas constituídas e contando, ainda, com a ganância inescrupulosa dos proprietários de emissoras de rádio e TV por todo o País.

Nenhum governante irá contestá-lo, dado seu poder verdadeiro de influência eleitoral.

Nenhum dono de emissora iria vetá-lo, dado seu poder de fogo (“grana”) para pagar os caros espaços que ocupa na midia. (Embora, supostamente, os canais de rádio e TV sejam uma concessão pública com finalidades bem definidas e que não deveriam contemplar a picaretagem).

Deus, O Verdadeiro, desencantado com tantas aberrações cometidas em seu nome, certamente deverá estar reservando para o juízo final o castigo merecido a esses modernos vendilhões do templo.



E, para quem tem dúvidas sobre juizo final e castigo divino, só resta lamentar a atuação desses “homens de Deus”.Essa esperteza que não tem nenhum pudor ao manipular as inteligências de um povo simples e inculto, que certamente mal sabe ler um parágrafo completo da Biblia.

Se soubessem ler e entender o que vai escrito nos textos bíblicos, certamente amaldiçoariam esses execráveis porta-vozes das mentiras “sagradas” e seus show-bussiness religiosos.



Aldo Della Monica

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